Pessoas com câncer são mais vulneráveis ao novo coronavírus, mas não devem interromper tratamento

16:51

Especialista do Hospital Santa Paula explica quais pacientes acometidos pela doença estão no grupo de risco e quais cuidados devem ser tomados

Os dados analisados até o momento, em todo o mundo, indicam que pessoas com câncer e em tratamento contra a doença estão mais vulneráveis ao novo coronavírus. Esses pacientes, que estão com o organismo debilitado, correm um risco maior de desenvolver um quadro grave de Covid-19 e, por isso, precisam tomar cuidados a mais para evitar o contágio.

"Fazem parte do que tem sido considerado grupo de risco os pacientes com câncer ativo ou que estão realizando tratamentos contra a doença, como quimioterapia ou radioterapia", explica o Dr. Tiago Kenji Takahashi, coordenador médico do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula. Ele complementa que indivíduos que fizeram cirurgia para retirada de tumor há pouco tempo também estão nesse grupo.

O oncologista esclarece que tanto a doença quanto os recursos terapêuticos normalmente empregados para combatê-la deixam o organismo debilitado. Tratamentos quimioterápicos e radioterápicos interferem no sistema imunológico e diminuem a capacidade do organismo de se defender contra o vírus Sars-Cov-2. Sem essa proteção, o invasor consegue se multiplicar rapidamente e essa evolução agressiva pode levar a um agravamento do quadro geral.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, estão sob maior risco os pacientes com tipos de câncer que afetam o sangue, como leucemias e linfomas, pessoas que passaram recentemente por transplante de medula óssea ou que estejam em tratamento com quimioterapia. Segundo o Dr. Tiago Kenji, quem se curou há algum tempo e está apenas em vigilância já está com sua imunidade restabelecida e, por isso, não faz parte do grupo de risco.

Já quem se encontra em uma situação mais fragilizada deve tomar precauções para não se contaminar com o novo coronavírus. Entre as recomendações mais importantes estão evitar o contato físico com outras pessoas, especialmente beijos, abraços ou apertos de mão, e permanecer em isolamento a maior parte do tempo.

Para a maioria dos pacientes, no entanto, as saídas de casa para realização de tratamentos devem ser mantidas. O oncologista aponta que interromper as terapias contra um câncer pode, em muitos casos, representar uma ameaça maior à saúde do que o vírus. O mesmo vale para aquelas pessoas que acabaram de receber o diagnóstico. A decisão final sobre dar sequência ou não aos tratamentos, no entanto, deve ser tomada pelo paciente em conjunto com seu médico.

Se uma pessoa com câncer começar a sentir sintomas de gripe que podem indicar que ela está contaminada pelo novo vírus, como tosse, coriza ou febre, ela deve buscar aconselhamento imediatamente. "O paciente pode, pelo menos, fazer uma ligação para o médico e consultá-lo à distância", aconselha o oncologista. Consultas de rotina também podem ser substituídas por uma conversa em vídeo, recomenda.



Sobre o Hospital Santa PaulaO Hospital Santa Paula é um centro de excelência em saúde localizado na zona sul de São Paulo. Pertence à Rede Ímpar, que congrega 7 hospitais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e que se uniu à DASA, líder em medicina diagnóstica no Brasil, com mais de 30 marcas de laboratórios no País e GSC Integradora de Saúde.
Inaugurado em 1958, tem como foco a alta complexidade, atuando em mais de 30 especialidades médicas, com destaque para Oncologia, Cardiologia, Neurologia e Ortopedia.

Com uma área de 18 mil metros quadrados, dividida em três edifícios, possui 200 leitos, sendo 50 deles destinados especificamente à Terapia Intensiva. Além disso, dispõe de Centro Cirúrgico com nove 9 salas de cirurgia e dez leitos de recuperação anestésica. Anualmente, realiza 9 mil procedimentos cirúrgicos, 14 mil internações e atende aproximadamente 100 mil pacientes no Pronto Atendimento. Conta com mais de 1,2 mil colaboradores diretos e indiretos e possui em seu corpo clínico 2,4 mil médicos cadastrados.

Em 2012 conquistou a certificação Joint Commission International (JCI) e em 2014 conquistou certificação JCI para tratamento de AVC. Em 2018, obteve o Selo Pleno do Hospital Amigo do Idoso, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Naquele mesmo ano, recebeu a Certificação Internacional da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) estágio 7 (grau máximo), uma das associações internacionais de maior prestígio mundial no setor de saúde. A instituição foi a primeira de São Paulo a conquistar o nível máximo da EMRAM - Electronic Medical Record Adoption Model -, se consolidando como hospital totalmente digital (paperless).

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